segunda-feira, 13 de março de 2017

Que fim de semana!

Este fim de semana foi muito intenso.
No sábado participei na Marcha das Mulheres promovida pelo MDM (Movimento Democrático de Mulheres) e que com o núcleo do Porto participei na sua preparação. Foi uma manifestação fantástica! Todas irmanadas na certeza de que a nossa luta é justa pela Igualdade,  os  Direitos, o Desenvolvimento e a Paz.
No domingo participei no comício do PCP... Que grande comício! Realizou-se no edifício do meu liceu (atual escola secundária), o velhinho Carolina Michaelis.
A sala estava cheia.
Foi um fim de semana de luta  de solidariedade e de reflexão sobre os problemas nacionais...
de determinação para enfrentarmos as tarefas que teremos de enfrentar.

sábado, 31 de dezembro de 2016

O Ano 2016 está chegar ao fim!

Pois é!
O Ano 2016 está a chegar ao fim!
Há mais de dois anos que não escrevo no meu Blogue.
Tenciono, em 2017 que está a começar, regressar à escrita de pequenas publicações.
Continuar a escrever com o meu coração.
Escrever sobre mim, sobre a amizade, sobre acontecimentos,sobre personalidades, sobre arte...
Escrever!

sábado, 15 de novembro de 2014

Até sempre camarada Casanova

Foi no Congresso da Associação Conquistas da Revolução, em outubro, que soube que José Casanova estava doente...
Mas a notícia da morte apanhou-me de surpresa... Nunca se está à espera que a morte possa acontecer...
Tive poucos contactos com este camarada, mas estive com ele em alguns debates na Festa do Avante! Estive com ele num debate no Porto sobre Humberto Delgado em 2008...
Li as três principais obras dele "Aquela noite de Natal", "O Caminho das Aves" e "O Tempo das Giestas".  O deslumbramento chegou como uma voz terna e simples de quem sabe que é no coletivo por uma sociedade melhor que está a  justiça e a nossa razão...
Fiquei muito triste e tive a nítida noção da fragilidade da vida...
A vida só vale a pena pela entrega a algo que nos torna grandes - a nossa presença e dedicação nas  lutas que travamos, diariamente, por mais justiça em Portugal e no Mundo... pela Paz, pela Solidariedade...
 José Casanova foi um testemunho dessa forma de estar em sociedade. Por isso o admiro...
Foi e será sempre esse testemunho que deverá  mover a juventude  rumo à conquista de uma sociedade sem exploração.
Até sempre Camarada!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre "A rapariga que roubava livros"

Vi o filme e gostei muito.
Estou a ler o livro e estou a gostar muito.
Mostra o sofrimento do povo alemão sujeito ao nazismo...
Mostra outro tipo de resistência... o povo anónimo que vive o dia a dia da guerra e a resistência que implica a amizade, apesar do conflito e das privações...
A capacidade das crianças ainda poderem interagir como crianças, apesar de participarem, responsavelmente no mundo dos adultos...
É um filme de amizades, compromissos e lealdade.
Apesar do cenário da guerra, que é constante, e das contradições das pessoas, perante o que é imposto por um governo autoritário e repressivo, o filme consegue ter poesia e magia.
Claro que é uma história de ficção, mas muito bem contada.
Se alguém vier a ler esta mensagem, aconselho que o veja.

Ainda sobre Pete Seeger

Sou um pouco desorganizada, e nem sempre tenho à mão os documentos que preciso para escrever...
Tinha feito um rascunho, que perdi, sobre Pete Seeger. Por isso, agora, vou escrever de improviso.
Já não me lembro do primeiro contacto que tive com Pete Seeger, mas recordo que foi com a audição de "We shall overcome". A seguir, veio a procura de discos e de maior conhecimento deste cantor e interventor cívico americano.
Desde a minha adolescência que fui sensível à luta contra guerra. A guerra do Vietname, assim como a guerra colonial portuguesa, foram dos primeiros acontecimentos que me formaram na luta pela Paz Mundial. Pete Seeger foi um dos americanos que esteve sempre presente contra a guerra do Vietname, fazendo da sua música uma arma ao serviço dos mais desfavorecidos e contra as injustiças sociais, sobretudo nos EUA.
Pete Seeger foi um Homem que, se tivesse sido possível, eu gostaria de ter conhecido...
Pete Seeger também cantou os anos da Depressão, as Lutas dos Mineiros e de todos os Explorados... também cantou a música folk (popular) que é tão rica porque o povo americano recebeu, ao longo dos tempos, influências variadas de tradições diferentes, ainda que, na sua maioria oriundas da Europa.
Como tantas outras personalidades que eu aprendi a conhecer, através da sua obra, Pete Seeger também está arrumadinho num cantinho especial do meu coração.
A memória impede o esquecimento e eu gosto de guardar alguns pequenos momentos que me fazem bem, nem que seja ouvir e ouvir e ouvir as mesmas músicas (também se passa com filmes e, por vezes, com livros)...
Nem sempre vou ao fundo das questões e fico um pouco superficial nas minhas abordagens, com muitos trabalhos inacabados. Isto faz-me ser muito dispersa e quase só trabalhar sob pressão... Mas eu sou assim...
Tenho escrito menos no blogue, mas também ninguém me lê... e torna-se um ciclo vicioso...
Bem, só escrevo quando me sinto capaz de transmitir algo que me faça sentir empenhada e sensível a acontecimentos, pessoas, obras literárias, cinema, poesia, música...
Pete Seeger, até sempre amigo
Olmanita 
 
 
 
 
 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Tu estiveste sempre presente!

Avó, hoje vou, pela primeira vez tratar-te por "tu" e não te vais importar...
Ontem, foi o jantar dos teus 1oo anos. Já partiste, mas estavas lá no nosso meio.
E os farrapinhos das nossas memórias sucediam-se entre lágrimas e risos de recordações,
construindo o mundo, o nosso mundo familiar.
 Os teus bisnetos, netos, filhos e sobrinhos ali estavam a "partilhar-te". Tu és um bocadinho de cada um de nós. Tive pena que o David não pudesse ter vindo de Lisboa, mas eu representei-o...
Lembras-te de quando eu e a Elsa "disputávamos" a atenção da nossa prima Lígia? Tu conseguias sempre, com palavras sábias, que ficássemos bem, sem zangas...
O entusiasmo com que tu nos abraçavas depois de algum tempo sem nos veres!
A salinha da costura da  casa de Costa Cabral em que eu, às vezes, me refugiava a ler. Foi lá que com 12 anos tive o primeiro contacto com Victor Hugo através de duas adaptações juvenis dos Miseráveis. Os livros "Gavroche" e "Cosette" eram do Mário e eu "que já era crescida" não quis brincar com os mais novos.
Tudo isto, e muito mais haveria para dizer, foi o fio ténue e resistente que tu teceste e que, apesar das distâncias, ainda fazes questão que nos envolva, a todos.
De ti guardo a tolerância que me ensinaste, o gosto pela cozinha e bordados/ malhas (mas estou longe de ser perfeita como tu eras).
Aprendi contigo a valorizar as coisa pequenas da vida, mas que são tão grandes!...

Quero deixar umas palavrinhas ao Avô...
Foram um casal unido, apesar das dificuldades que tiveram. Isso foi, para mim, um exemplo de tranquilidade... É assim que quero continuar a levar a minha vida...
Avô, tu também estiveste lá, ontem. Recordei o "Burro Rinchão" e a "Gatolândia"...
Agora recordo aquela tarde, no Mindelo, em levaste a "pequenada" para o pinhal à "caça", mas sem estragar a Natureza. Tu eras, por vezes, rígido nas tuas convicções e eu, na minha adolescência, gostava, um bocadinho, de te arreliar... Mas os valores que transmitiste à minha Mãe e que ela me passou estão bem cimentados em mim.

Obrigada Marta! Tu tiveste a ideia... Com os teus pais e o teu irmão construíste um acontecimento inesquecível.
Obrigada a todos!


domingo, 7 de abril de 2013

Porquê?!...

Há um ano, na Fontinha, uma escola que tinha sido abandonada, foi  ocupada com o intuito de apoiar uma população desfavorecida da cidade do Porto. Apoiava sobretudo crianças e desenvolvia atividades culturais desde o teatro a artes plásticas. Esta escola foi fechada pela Câmara Municipal do Porto e o Projeto foi inviabilizado.
Hoje a televisão fala de atividades culturais apoiadas pela Câmara Municipal do Porto num edifício da Avenida dos Aliados...
Porquê?!...
Será que estas atividades, já fazem parte de pré-campanha eleitoral? Provavelmente sim. A quem são dirigidas?
Mas a população da Fontinha e quem a apoiou não esquece!...
As medidas de fachada não são justas e não se direcionam para o bem estar das populações verdadeiramente carenciadas...
Parece que a cultura chega agora à cidade... e a política cultural é uma desgraça. Começa-se por não haver um Ministério da Cultura e as verbas para desenvolver a cultura em Portugal são cada vez menores...